domingo, 6 de abril de 2008

PRIMEIRA ACADEMIA DE FILOSOFIA DO ESTADO PARANÁ

A história da Academia Mourãoense de Filosofia tem sua origem no início da primeira metade da década de noventa no século passado quando se instalou, em Campo Mourão, através da FHEPE – Fundação Horácio Amaral de Pesquisa e Estudos e da FECILCAM – Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão, sob a coordenação dos Professores Agenor Krul e Assabido Rhoden, o primeiro Curso de Pós-Graduação em Fundamentos da Filosofia Ocidental, dirigido pelo Pós-doutor Leonardo Prota da UEL e no final da segunda metade da década de noventa no mesmo século a realização do segundo Curso, quando nasceu o grupo de estudos filosóficos “CEFILCAM” – Centro de Estudos Filosóficos de Campo Mourão. Esse grupo continuou se reunindo periodicamente dando origem ao chamado “Café Filosófico”, normalmente realizado aos sábados na residência de algum dos membros.
Em uma das reuniões, o professor Amani Spachinski de Oliveira propôs a criação de uma Academia, com o objetivo de integrar estudiosos e pesquisadores da área das ciências humanas, bem como aprofundar e publicar esses estudos. Criou-se, então, uma comissão encarregada de proceder aos tramites legais e estudosestratégicos para a implantação da Academia. Depois de um contato prévio com a Academia Paranaense de Letras, com o apoio de seu então presidente Túlio Vargas e concluídos os trabalhos para a criação, foi convocada a primeira Assembléia Geral para estudo e aprovação dos Estatutos e Regimento Interno, sendo aprovados e, posteriormente registrados em Cartório. Marcou-se a data para sua instalação, definição das cadeiras e posse dos fundadores. A instalação aconteceu em uma solenidade na noite de uma quinta-feira, 22 de novembro de 2007, no Tonello Busines Hotel, dada pelo Filósofo, Pós-Doutor, Leonardo Prota, membro da Academia Brasileira de Filosofia e autor de 27 livros de estudos filosóficos. A Academia ficou denominada como AMF - Academia Mourãoense de Filosofia, sendo a primeira Academia de Filosofia do Estado do Paraná. Iniciou-se com quatorze membros. Na ocasião foi eleita, também, a primeira diretoria para o biênio 2008 a 2009, assim composta: Presidente vitalício de honra Leonardo Prota; Presidente José Mateus Bido; Vice-presidente Assabido Rhoden; 1º Secretário Amani Spachinski de Oliveira; 2º Secretário Agenor Krul; Tesoureiro Silvaney Sauer Walter; Diretor de Biblioteca José Carlos Paraguaio; e os demais membros: José Vidigal; Aníbal Aparecido Tápparo; Samoel Kozelinski; Maria da Rosa Martins; Dirce Salvadori; Valdair da Silva e Maria Luiza Bicudo Abreu Pinho Carneiro.
A Academia terá reuniões mensais e já nasceu com uma biblioteca, doada por Leonardo Prota. Uma de suas funções será a publicação de trabalhos e estudos de Filosofia e ciências humanas, além de fortalecer a Filosofia, promoverá a integração dos filósofos mourãoenses.

ATA DE CRIAÇÃO DA ACADEMIA MOURÃOENSE DE FILOSOFIA – AMF.

Aos 22 dois dias do mês de setembro de dois mil e sete, em uma das salas do SENAC de Campo Mourão, teve início a Assembléia Geral Ordinária com a seguinte ordem do dia: Criação da ACADEMIA MOURÃOENSE DE FILOSOFIA e eleição da primeira diretoria. Com a presença de Amani Spachinski de Oliveira, José Mateus Bido, Assabido Rhoden, Agenor Krul, Aníbal Aparecido Tápparo, José Vidigal, José Carlos Paraguaio, Silvanei Sauer Walter, Cláudio Ortega Oliveira, Dirce Bortotti Salvadori, Valdair da Silva, Maria da Rosa Martins, Samoel Kozelinski e Maria Luiza Bicudo Piedade de Abreu Pinho Carneiro. Após a saudação inicial e informações sobre a finalidade da sessão, feita pelo Sr. José Mateus Bido o Sr. Agenor Krul, relator da comissão de elaboração do Estatuto da Academia, procedeu a leitura do mesmo, item por item. Na medida em que se efetuava a leitura, o item era discutido, emendado e aprovado pela Assembléia. Terminada a leitura e as discussões sobre os Estatutos da Academia Mourãoense de Filosofia, o relator passou a palavra ao Sr. José Mateus Bido que colocou em questão a aprovação do Estatuto, que por sugestão da Sra. Dirce Bortotti Salvadori, foi feita por aclamação, restando aprovado por unanimidade e integralmente o primeiro Estatuto da Academia. O Sr. José Mateus Bido, então, declarou criada, a partir desta data de 22 de setembro de2007, a Academia Mourãoense de Filosofia, o que foi aplaudido efusivamente pelos participantes Logo a seguir iniciou-se ou processo de eleição da primeira diretoria. Apresentou-se uma chapa-única assim composta: Presidente José Mateus Bido; Vice-presidente Assabido Rhoden; 1º Secretário Amani Spachinski de Oliveira; 2º Secretário Agenor Krul; Tesoureiro Silvaney Sauer Walter; Diretor de Biblioteca José Carlos Paraguaio. Conselho Fiscal: Cláudio Ortega Oliveira; Dirce B. Salvadori, Aníbal Aparecido Tápparo. A Assembléia decidiu que a votação seria por aclamação, o que ocorreu, sendo a primeira diretoria eleita por unanimidade. Após o presidente disse que, considerando que o Sr. Assabido Rhoden efetuou e já estava de posse de uma lista de filósofos que se aprovados os nomes seriam os patronos das cadeiras da Academia, solicitou ao mesmo tempo, que apresentasse os nomes dos quarenta patronos que já constarão do Estatuto. Em seguida o Sr. Assabido sugeriu que o professor Dr. Leonardo Prota, fosse indicado como presidente de honra e vitalício da Academia, o que foi aprovado por aclamação por todos os presentes. Ficou também definida a posse da primeira diretoria e igualmente a instalação da Academia no dia 22 de novembro do corrente ano. Após isso, eu Amani S. Oliveira, lavrei a presente ata que foi aprovada e assinada por mim e pelo Sr. Presidente José Mateus Bido, na presença de todos os participantes.

DISCURSO DO PROFESSOR AGENOR KRUL


INSTALAÇÃO A.M.F. DIA 22 DE NOVEMBRO 2007
Meus colegas acadêmicos da AMF me incumbiram de proferir o discurso de abertura dos trabalhos da AMF não por ser eu o mais apto ou o melhor orador, pois julgo que a AMF estaria melhor representada neste momento por outro acadêmico. Aceitei o convite e me sinto honrado.
Inicialmente creio ser necessário fazermos uma breve reflexão.
Diante das maravilhas do mundo, das belezas e dos desafios da natureza e da vida, diante de tudo o que aparecia aos olhos e demais sentidos, o homem começa a questionar-se, a procurar respostas. Surgem explicações fantasiosas do mundo, que são expressas em narrativas fabulosas. Deuses, forças da natureza, semideuses, heróis. Nascia a Mitologia.
Os gregos cultivaram uma série de deuses como: Zeus, Hera, Ares, Atena. Uma série de heróis ou semideuses, como: Teseu, Hercules, Perseu.
O relato de suas vidas, o envolvimento com os homens constituíram um conjunto de lendas e crenças que, por princípios simbólicos, forneceram explicações para a realidade universal.
Mas não só para os gregos estes relatos existiram, todos os povos, inclusive nos índios aqui do Paraná utilizaram lendas e mitos.
Diante das maravilhas da Foz do Iguaçu os caingangues criaram o mito ou lenda de Foz do Iguaçu: "o mundo era governado por Mboi, deus que tinha a forma de serpente, filho de Tupã. A ele devia ser consagrada Naipi, filha do cacique Igobi. Mas ela apaixona-se por Tarobá e com ele a bela Naipi foge. Quando Mboi soube da fuga, furioso penetra na entranhas da terra e retorcendo o corpo, produziu uma enorme fenda, que formou as cataratas do Iguaçu”. Fica assim explicada a origem daquela maravilha.
Pelo exposto o mito tem um conteúdo explicativo que na realidade não quer convencer, acredita-se nele ou não. É um ato de fé. Pode parecer belo ou verossímil se quiser acreditar.
Ao contrário do mito, o saber filosófico procura explicar o mundo por princípios racionais.
A filosofia preocupa-se com o desenvolvimento de raciocínios lógicos, tendo como finalidade desvendar ou desvelar as relações de causas e efeitos entre as coisas. Neste sentido o saber filosófico diferencia-se do mito.
Aliás, o termo filosofia, etimologicamente grego: filo, traduz a idéia de amor + sofia, sabedoria, portanto amor à sabedoria. Palavra atribuída a Pitágoras que ao ser perguntado sobre sua sabedoria, respondeu: sou apenas um filósofo. Em outras palavras: não tenho a posse da sabedoria, sou um amante do saber.
Mas como tudo neste mundo muda, ou se transforma, o próprio termo filosofia acabou tendo um sentido de um tipo de saber: o que nasce do uso metódico da razão, da busca do conhecimento através da investigação metodológica racional.
Na Grécia antiga o conhecimento em sua totalidade era o saber filosófico. Matemática, astronomia, física, biologia, lógica, ética, política, pertenciam ao universo do saber filosófico.
Na idade média, fugia deste universo de saber, apenas a teologia.
Na idade moderna, com o surgimento de especializações as ciências citadas anteriormente conquistaram autonomia e se acrescentou a elas a antropologia, psicologia, sociologia e outras.
Hoje, resta a Filosofia, numa resposta simples “a busca da compreensão profunda de todos os seres, o trabalho de reflexão sobre os conhecimentos desenvolvidos por todas as ciências, a procura de respostas à finalidade, ao sentido e o valor da vida e do mundo". Mais especificamente à filosofia pertencem temas como: teoria do conhecimento, fundamentos do saber científico, lógica, política, ética, estética, pedagogia ou educação. Isto significa que ainda a temática abrangida pela filosofia é imensa.
Mas o importante não é apenas pensar o mundo, mas procurar transformá-lo. Por isso, para o filosofo que pergunta e pergunta por que não sabe e precisa saber o que é o mundo em que se encontra e no qual deve viver. E para viver e conviver precisa saber, o essencial é perguntar.
"Na origem, na raiz da pergunta encontramos, portanto, a ruptura, a cisão, a contradição. Não sei, preciso saber e porque sei que não sei, pergunto, na expectativa de que a resposta possa trazer-­me o conhecimento que não tenho e preciso ter". (Roland Corbisier, Introdução a Filosofia, Civilização Brasileira p.127).
Isso é filosofia. Isso é o que a AMF visa e quer. E a partir de hoje fará: perguntar e busca respostas, só que agora em conjunto. Em conjunta procurará aprender a perguntar, já que particularmente cada um dos acadêmicos sabe. Em conjunto procurará as respostas, cada um com sua linha filosófica. Com certeza todos nós já aprendemos que cada vez mais nos aperfeiçoamos e crescemos intelectualmente quando mais dividimos perguntas e Somamos respostas.
Sabemos também que a filosofia pode nos dar facilmente: verbas, diplomas, honrarias, prestigio, mas o essencial: o espírito crítico é com muito trabalho e dedicação que se consegue.
E assim nós respondemos o porquê se criar uma Academia de Filosofia. Para mim, pessoalmente, essa é a resposta.
Obrigado.

sábado, 5 de abril de 2008

PROBLEMAS COM QUE SE DEFRONTOU A FILOSOFIA BRASILEIRA

Assabido Rhoden
Pode-se afirmar que o tema da pessoa humana, a busca de uma filosofia política e as relações entre filosofia e ciência são as questões essenciais com que se defrontou o pensamento filosófico brasileiro.
1. O Problema do Homem, Como Pessoa.
a) O homem como liberdade: esta idéia tem forte indício no pensamento dos índios que presavam a liberdade.
A Filosofia Moderna, principalmente, em Kant, que vê o homem no ângulo da liberdade. Aparece em Portugal durante a crise da Escolástica, quando aparece o liberalismo político de Silvestre Pinheiro Ferreira, onde se projeta toda problemática da liberdade. E também do Ecletismo de Maine de Biran e Victor Cousin. O Ecletismo foi a filosofia principal durante o 2º Império, doutrina que louva orespeito à pessoa humana, seu maior representante foi Domingos Gonçalves de Magalhães.
b) O Homem Como Consciência: Tem também uma base no pensamento dos índios que possuíam uma profunda consciência de sua liberdade.
Durante o 2º Império pela década de 70 (1870) o Ecletismo começou a ser contestado pelo aparecimento de idéias novas, entre eles o Positivismo. Para fazer oposição ao positivismo no Brasil e superá-lo, Tobias Barreto retoma a metafísica e vê o homem como alguém que escolhe um fim e para ele se orienta. Vê o homem como consciência, no culturalismo que inaugura no Brasil, que tem sua origem no neokantismo. Tobias Barreto queria superar o positivismo no seu determinismo e autoritarismo pelo culturalismo. O Neotomismo como o Culturalismo tem a visão do homem como consciência e como intencionalidade. Mais tarde principalmente com Djacir Menezes e Miguel Reale.
A filosofia moderna considera a religiosidade como uma questão da consciência individual.
Os marxistas e espiritualistas vêm a consciência e a intencionalidade com ângulo diverso. Álvaro Vieira Pinto, marxista vê a como consciência-reflexo na visão russa e não pelo idealismo alemão. Os espiritualistas (como Henrique Lima Vaz, mesmo comunista) querendo levar mais longe o entendimento do homem, partiram da consciência, desde que suscitaram o tema da ontologia e recolocar o homem na dependência de Deus e na Tradição Judaico-Cristã, como diz Max Weber: o homem tem a missão de erigir na terra uma obra digna da Glória de Deus. Henrique Lima Vaz, diz que a raiz da liberdade está na universalidade da Consciência. Por fim, ele optou pelo Socialismo Totalitário.
O problema da Pessoa Humana estava presente nos dois ciclos da meditação brasileira. E também a questão moral, como algo essencial ao homem.
O 1º ciclo, vai da reação anti-escolastica da segunda metade do Séc. XVIII à formação da corrente eclética, cujo apogeu coincide com a época Imperial, pelos meados do Séc. XIX.
O 2º ciclo, abrange a fase de ascensão do positivismo a partir da República.
2. A Filosofia Política.
O Liberalismo é a filosofia política da época moderna. Doutrina do Séc. XVII, Locke, Adam Smith, Keynes. Sua idéia principal é a representatividade política. Que logo evoluiu para sua democratização. Após a 1ª Guerra Mundial abandona-se a “Laissez-Faire”, e entram determinadas tarefas do Estado.
No Brasil, o liberalismo entra em fins do Séc. VIII e começo do séc. XIX, com Paulo José Soares. Principalmente depois da independência. Silvestre Pinheiro Ferreira em Portugal e no Brasil provocou a constitucionalidade e no Brasil Império a Constituição e o Parlamentarismo.
O Positivismo com seu autoritarismo, entrou principalmente na República com Benjamim Constant. O Castilhismo no Rio Grande do Sul, com Julho de Castilho, Borges de Medeiros, Getulio Vargas, que também estava ligado ao tenentismo. O positivismo diz não à representatividade.
O Tradicionalismo muito ligado à Igreja Católica. Seus principais intelectuais Jackson de Figueiredo, Dom Leme. Amoroso Lima. É uma doutrina que pretende refutar as doutrinas Contratualistas. Recusa o apriorismo e baseia-se na experiência histórica, valorizando a tradição. É um conservadorismo. Entrou na República com a separação da Igreja do Estado. Mais tarde os franciscanos das “Vozes” passaram do tradicionalismo para uma primária pregação socialista. A intervenção do Governo Federal, em 1923 no Rio Grande do Sul, foi um movimento liberal. Em 30 Getulio Vargas levou o Castilhismo ao plano nacional. Com sua queda em 1945 as idéias liberais não se fortaleceram. Por isso, em 1964, voltou o autoritarismo, mas nos anos setenta começa a curva ascensorial da idéia liberal.
A fase atual caracteriza-se pelo renascimento da idéia liberal com Vicente Barreto, Roque Spencer, Maciel de Barros. O liberalismo é abordado no seu processo de democratização. Duas propostas de índole liberal caminham para a plena estruturação: o neocapitalismo e a democracia social.
3. Relação entre Filosofia e Ciência.
Mesmo com a relação de filosofia e ciência, a acepção de Pessoa Humana comanda o processo. a) Num primeiro momento, chega-se a uma conceituação da Ciência como saber operativo, não mais inquirição ontológica, mas experimental.
b) Na relação filosofia e ciência, no período pós
Independência (séc. XIX), desaparece o entendimento inicial. A ciência transforma-se em objeto de discurso, tanto no ecletismo como no positivismo.
c) O positivismo recebe crítica como filosofia das ciências, por se fechar em cima das ciências naturais, com exclusão das ciências sociais.
O positivismo, com seu espírito cientificista, onde seu tom geral é de que o saber está feito, cabendo apenas reparos diminutos na “construção do mestre” (Comte). O seu determinismo põe relevo as chamadas sínteses objetiva, a lei dos três estados e subjetiva, a religião da humanidade.
d) atualmente, há uma coexistência de uma adequada conceituação da ciência pelas correntes filosóficas mais representativas, como a neotomista, a neopositivista e da culturalista, com a permanência do conceito oitocentista e positivista nas ciências sociais. Há, porém, a necessidade de superar a idéia positivista de que a filosofia é uma disciplina sem objetivo próprio, e, por isso, sem ela poderá haver ciência operativa de totalidades, tais como a natureza, o homem ou a sociedade.
O presente esboço é uma síntese dos problemas com que se defrontou e ainda se defronta a meditação filosófica brasileira. (cf. Antônio Paim. História das idéias Filosófica no Brasil. 1984, p. 18-188).

CURRÍCULO DO PRESIDENTE DE HONRA DA A M F


PROFESSOR, PÓS-DOUTOR, LEONARDO PROTA.
Nasceu na Itália a 18 de Junho de 1930, radicando-se no Brasil e naturalizando-se brasileiro.
Antes de se mudar para o nosso País, residiu no México.
Concluiu sua formação universitária na Itália tendo cursado o mestrado nos Estados Unidos, na área de Educação (City University of Los Angeles--1980). No Brasil, fez curso de mestrado em Psicologia Social, na Pontifícia Universidade de São Paulo –(PUCSP—1982), concluindo o Doutorado em Filosofia na Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro (1984). Como pós-doutoramento, desenvolveu pesquisa relacionada à Filosofia Italiana na Universidade de Bari (Itália--1996). Freqüentou ainda cursos de especialização.
Tendo iniciado atividade pedagógica no México, nos anos sessenta, convenceu-se de ser esta a sua vocação. A partir de então, ocupou-se desse mister. No Brasil, desde fins daquela década, teve oportunidade de adquirir familiaridade com os três níveis de ensino (primário, secundário e superior), tanto da parte didática como no âmbito dos procedimentos gerenciais.
Assim, ao longo da década de sessenta, atuando no Norte do Paraná, organizou colégios e faculdades em Jandaia do Sul e Apucarana. No início dos anos setenta, aceitou o desafio de organizar uma dos primeiros cursos de informática do país, na capital paulista. Essa tarefa ficaria a cargo das Faculdades Associadas de São Paulo (FASP), iniciativa bem sucedida. Dirigiu a FASP de 1972 a 1984, quando passou a atuar, naquela instituição, apenas como orientador pedagógico.
Voltou então ao Norte do Paraná, desta vez para Londrina onde se integrou à Universidade Estadual (UEL). Paralelamente, desde 1986, dirige o Instituto de Humanidades, cujo funcionamento iniciou-se em São Paulo, transferindo-se posteriormente para Londrina, sem embargo de que continuou mantendo projetos conjuntos com instituições universitárias de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.
Na UEL, teria oportunidade de adquirir uma nova experiência, a organização da Editora da Universidade.
A par disto, organizou o Centro de Estudos Filosóficos de Londrina (CEFIL), que desenvolve grande atividade, promovendo reuniões e debates com o propósito de familiarizar a comunidade com a disciplina; e o Centro de Estudos Jusfilosóficos Miguel Reale (CEJUS), em Apucarana.
Ao completar 70 anos de idade foi homenageado em livro comemorativo – Racionalidade, Modernidade e Universidade (Londrina, Editora UEL, 2000), organizado por Gilvan Luiz Hansen e Elve Miguel Cenci, com prefácio de Aquiles Cortes Guimarães.
Entre 1989 e 2001, organizou, a cada dois anos, os Encontros Nacionais de Professores E Pesquisadores da Filosofia Brasileira, dos quais publicaram-se, invariavelmente, os correspondentes Anais.
Aposentou-se da UEL em 2000. Desde então se dedica principalmente ao Instituto de Humanidades, mantendo ao mesmo tempo atividade acadêmica em Apucarana. No Instituto, organizou as Edições Humanidades.
Sua obra e a atividade como educador mereceram estudos de diversos pensadores, entre os quais Jorge Jaime, primeiro presidente da Academia Brasileira de Filosofia, Antonio Paim e Ricardo Vélez Rodriguez Pertence à Academia Brasileira de Filosofia, Instituto Brasileiro de Filosofia e Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, este sediado em Lisboa. Integra o Conselho Deliberativo do Centro de Documentação do Pensamento Brasileiro, com sede em Salvador, Bahia. Publicou diversos livros, além de grande número de ensaios e artigos.
É presidente honorário da Academia Mourãoense de Filosofia.
Adaptação da seguinte fonte:
http://www.institutodehumanidades.com.br/conselho_academico/cv_prota.php